José Luis Napoleão: um expoente na luta pela abolição da escravatura na província do Ceará

Rosa dos Ventos, 2024.

Considerações Iniciais

Num primeiro momento, buscou-se, por meio deste artigo, a identificação de expressivo contingente humano  disperso por diferentes territórios durante a diáspora africana, bem como que algumas de suas implicações para a formação do Brasil. Porém, objetiva-se uma análise qualitativa mais abrangente em relação às pessoas  marginalizadas e invisibilizadas que se opuseram ao sistema escravagista vigente e que, por sua união e dedicação se fizeram ouvir, o que se traduz em importantes mudanças sociais para o passado e o presente.

Ao longo de mais de três séculos, navios provenientes do Brasil e de Portugal partiram em busca de escravizados em quase noventa portos africanos. Essas embarcações realizaram cerca de onze mil e quatrocentas viagens, das quais aproximadamente nove mil e duzentas tiveram como destino os portos brasileiros. Isso significa que o Brasil foi responsável por acolher cerca de quarenta e três por cento das vítimas da diáspora africana, superando regiões tais como o Caribe britânico, a América espanhola e o Caribe francês. (Alencastro, 2015; Figueiredo, 2018, p. 3; Rossi, 2018, p. 2).

O artigo completo está disponível entre as páginas 37 e 49 do link abaixo.

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